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terça-feira, 16 de junho de 2009

Hora do início da virada

O GP de Silverstone será realizado pela última vez na Fórmula 1. A partir de 2010, a Inglaterra será sede no circuito de Donington Park – circuito que abrigou a primeira prova da história da Fórmula Super Liga, onde as equipes tem nomes de clubes de futebol. Alguns falam que é a última chance de Barrichello. Talvez. Independente disso: ele acredita.

Em entrevista concedida ao globoesporte.com, o brasileiro enfatizou que não perdeu o sonho de se tornar campeão mundial de F1. “Gostaria de ter ganho algumas corridas, mas não ganhei. Continuo na luta firme e forte. Quanto ao título, acredito que preciso ganhar uma prova, daí abre a porteira”, diz Rubinho.

O brasileiro que já venceu em Silverstone, pela Ferrari e chegou ao pódio no ano passado, com a Honda, confessou gostar muito da pista.”Silverstone é um dos meus circuitos favoritos e eu realmente adoro correr lá. A pista é fantástica, já que é uma das poucas de alta velocidade que restaram no calendário”, contou o piloto.

Em contrapartida, Jenson Button, líder do mundial com 26 pontos a mais que Barrichello, não vê a hora de correr em casa. Com certeza o piloto lutará com mais vontade por uma vitória em casa. “Estar liderando o campeonato indo para o meu GP (na Inglaterra) é algo que nunca vivenciei antes e que coloca um sorriso no meu rosto sempre que eu penso nisso. O GP da Inglaterra é sempre um fim de semana incrível e não vejo a hora de correr em Silverstone diante dos nossos fãs no domingo. Já corri em Silverstone por posições boas e intermediárias, mas os fãs sempre apoiaram muito e eu adoraria presenteá-los com uma performance que eles realmente aproveitem”, confessou o líder da F1 2009.

Uma vitória para cima de Button, em casa, poderia trazer ao inglês uma certa desconfiança. Resultados ruins mexeram com a cabeça de Lewis Hamilton em 2007 e 2008. Ano passado o inglês quase perdeu o campeonato novamanete, após ter uma ótima vantagem. Erros que trazem turbulência a um piloto inexperiente, o que não é o caso de Jenson Button.

Mundial de pilotos

1 Jenson Button Inglaterra Brawn-Mercedes 61
2 Rubens Barrichello Brasileiro Brawn-Mercedes 35
3 Sebastian Vettel Alemão RBR-Renault 29
4 Mark Webber Australiano RBR-Renault 27.5
5 Jarno Trulli Italiano Toyota 19.5
6 Timo Glock Alemão Toyota 13
7 Nico Rosberg Alemão Williams-Toyota 11.5
8 Felipe Massa Brasileiro Ferrari 11
9 Fernando Alonso Espanhol Renault 11
10 Kimi Räikkönen Finlândes Ferrari 9
11 Lewis Hamilton Inglês McLaren-Mercedes 9
12 Nick Heidfeld Alemão BMW Sauber 6
13 Heikki Kovalainen Finlândes McLaren-Mercedes 4
14 Sebastien Buemi Suiço STR-Ferrari 3
15 Robert Kubica Polonês BMW Sauber 2
16 Sebastien Bourdais French STR-Ferrari 2

Mundial de construtores

1 Brawn-Mercedes 96
2 RBR-Renault 56.5
3 Toyota 32.5
4 Ferrari 20
5 McLaren-Mercedes 13
6 Williams-Toyota 11.5
7 Renault 11
8 BMW Sauber 8
9 STR-Ferrari 5
10 Force India-Mercedes 0

sexta-feira, 12 de junho de 2009

ACREDITA RUBENS BARRICHELLO... DO BRASIL

O ser humano normalmente possui inúmeros sonhos. Alguns mais ambiciosos que os outros. Apesar de mais ambiciosos, nem sempre são alcançados. A maioria das pessoas que possuem determinados sonhos, quando encontram as dificuldades, desistem. Concorrentes melhores, mais capacitados, mais iluminados e infelizmente, em algumas vezes, mais paparicados.

Certa vez, em uma comunidade brasileira do orkut que fala sobre Fórmula 1, vi um comentário diferente de um “orkuteiro”, sobre Rubens Barrichello. O jovem dizia o seguinte: Barrichello diz “Agora vai” (SINCE 1993) – em CAPS LOCK mesmo. Pensei inclusive em colocar o nome do autor da frase aqui. Mas logo pensei: Com certeza esse mesmo engraçadinho que está zombado o brasileiro vice-líder do mundial, deve ter vibrado muito com as 9 vitórias de Rubinho, principalmente na primeira. Deve até ter chorado – confesso que eu chorei.

Quando vejo Kimi Raikkonen da Ferrari pilotando, em alguns momentos, sem a menor vontade, logo me orgulho de ser da mesma pátria que Rubinho. Realmente a fase não é das melhores. Aliás, é boa sim, mas em comparação a Jenson Button, falta ainda muita coisa. Com certeza, se Barrichello fosse um brasileiro comum, na segunda-feira (após as provas, principalmente depois do GP da Turquia) botaria a cabeça no travesseiro, choraria muito e entregaria o sonho de mão beijada. Mas ele não é. A cada corrida em que o brasileiro se distancia do primeiro colocado do mundial, em nenhum momento seu pensamento foi baixar a guarda. Ele esquece o passado e se concentra no próximo desafio. O único que pode trazer mais perto dele o tão cobiçado sonho: o amanhã.

Gostaria que esse texto fosse lido junto com o tema da vitória, mas não é possível. Tenho uma certeza, mesmo que todos os brasileiros desistam de Rubinho, ele não vai desistir do seu tão almejado sonho. Quando penso isso, volto a acreditar em Barrichello. É possível. A virada pode acontecer e vai. Barrichello vencerá esse ano no Brasil e se tornará o campeão mundial de F1... e falo isso não porque eu ou você acreditam... falo isso porque ele acredita. ACREDITA RUBENS BARRICHELLO DO BRASIL!