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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Quadro Semanal: PiPoCa F1


Em Cartaz: espera de um milagre"

Tema do dia: As chances reais das pequenas

Quando penso nas equipes pequenas da Fórmula 1, uma frase marcante fica na minha cabeça: fazer o máximo para conquistar o mínimo. É isso que Hispania, Lotus e Virgin trabalham para a temporada 2010. Claro, obviamente que, caso uma delas continue por muito tempo na categoria, pode se tornar uma RBR um dia. A própria Red Bull já andou no pelotão de trás do grid – não tão mal como as novatas.

Vamos a alguns dados que comprovam a frase tão marcante. Na China, a Lotus fez festa. Tudo isso, pois Nico Hulkenberg, da Williams, fez 6 pit stops e ficou na 15ª posição. Uma atrás de Heikki Kovalainen – o finlandês fez apenas duas paradas. Na Malásia, com os erros de Ferrari e McLaren, que entraram com pista molhada no treino classificatório, Glock e Kova avançaram para o Q2. A melhor posição de largada das pequenas foi com Kovalainen: 15º.

A melhor posição final das novatas foi um 14º lugar, com Lucas di Grassi, no GP malaio, quando vários carros abandonaram. A própria Sauber, com motor Ferrari, que dominou alguns testes da pré-temporada, ainda não abriu o score no ano.

O problema maior não pode ser jogado inteiro para as equipes. Ok, a Dallara fez um péssimo carro para a Hispania, realmente. Alguns carros da GP2 conseguem marcar tempos melhores que o time espanhol. Mas quando os novatos sonharam ingressar na F1, foi quando Max Mosley havia decretado um provável corte de custos no orçamento para 2010. Quem usasse o motor Cosworth teria benefícios. O presidente da época saiu do cargo e, com ele, as regras malucas. Coube as novas equipes carregar as chacotas.

Torço para que, em alguma corrida, com grande número de abandonos, como o caso do Canadá, terminem pouco mais de 10 carros, para que eles pontuem no ano. Não saiam em branco na temporada. Seria a coroação do esforço... do esforço máximo para alcançar o mínimo.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Apresentações Parte III - Na frente dos concorrentes

Entre as novas equipes da Fórmula 1, sem contar a Sauber, que trabalha com o chassi da antiga BMW, a Virgin, ex-Manor, saiu na frente e já apresentou o carro para 2010. Entre as novatas, é a equipe que possui maior estabilidade financeira. Por isso, possui uma dupla muito boa: o alemão Timo Glock e o brasileiro Lucas di Grassi.

O carro da nova equipe foi totalmente feito através do computador. O carro não passou por testes no túnel de vento. Por ser caro e trabalhoso para ser feito em pouco tempo, o equipamento não foi utilizado para o desenvolvimento do VR-01, que estreia no Bahrein, início da temporada da Fórmula 1, em 14 de março. Mesmo assim, o túnel de vento é mais fiel à realidade.

“Sem dúvida desenvolver o carro digitalmente é muito mais barato e o custo-performance, por assim dizer, é muito melhor. Ainda não é o ideal. Ainda acho necessário ter tempo ilimitado para desenvolver o carro tanto eletronicamente, como no túnel de vento, como as outras equipes fazem. Porém, entre a folha do papel em branco até o carro pronto foram apenas seis meses”, diz Lucas di Grassi, sobre o desenvolvimento do VR-01, para o jornal Lance.

Apesar do baixo custo com o desenvolvimento digital, a Virgin, antiga patrocinadora da Brawn GP, que agora possui equipe própria, possui sim uma ótima estabilidade financeira. “Toda a estrutura da equipe, e o fato de ser uma empresa com o a Virgin por trás de tudo isso, com certeza dá uma segurança do lado financeiro muito maior do que uma equipe feita do nada”, analisa o brasileiro.


A equipe segue o desenvolvimento do carro e estará presente do próximo teste coletivo da F1, na próxima semana, em Jerez de la Frontera, sendo a primeira equipe novata a correr ao lado dos grandes da F1.