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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Pilotos...Quem?

Lewis Hamilton














Nascido em: Stevenage, Inglaterra, 7 de janeiro de 1985
Idade: 24 anos
Equipe Atual: McLaren
Companheiro de Equipe: Heikki Kovalainen
Ano de estréia na Fórmula 1: 2007
Primeiro campeonato: Foi vice-campeão logo na estréia, ganhando 4 corridas.
Equipes pelas quais passou: McLaren (desde 2007)
Melhor Resultado: 1º lugar
Vitórias: 9
Pole Positions: 13
Melhor colocação ao término do campeonato: 1º lugar (2008)
Atual Temporada: 11º Lugar no campeonato, 9 pontos
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Companheiros de equipes e resultados:
(Azul: Hamilton Terminou o ano na frente
Vermelho: Companheiro terminou o ano na frente)

2007: Fernando Alonso (Empatados com 109 Pontos)
2008: Heikki Kovalainen

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Antes da Fórmula 1

Por incrível que pareça, Hamilton gostaria de ser jogador de futebol, mas foi reprovado nos testes que fez no seu time de coração, o Arsenal. Desde então se dedicou somente ao automobilismo. Iniciou a carreira no kart e foi campeão em todos os campeonato que correu e com apenas 13 anos, já tinha um contrato assinado com a equipe McLaren. Foi “apadrinhado” por Ron Dennis (ex. chefe da equipe) que o ajudou em toda a carreira. Em 2004 foi para a Fórmula 3 e em 2005 (na mesma categoria) foi campeão, vencendo 15 das 20 corridas. Em 2006 correu na GP2 e também foi campeão. O que era apenas uma questão de tempo se tornou realidade, Hamilton foi para a Fórmula 1.
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Na Fórmula 1

O primeiro piloto negro da história da Fórmula 1, iniciou em uma das maiores equipes, a McLaren. Logo no primeiro ano, venceu 4 corridas, fez algumas “bobagens” quando poderia ser campeão, talvez devido a pressão e perdeu a decisão do campeonato apenas na última prova (ficou 1 ponto atrás do vencedor Kimi Raikkonen). Em 2008, Hamilton fez outras “bobagens”, porém, não foram maiores do que a da Ferrari e Felipe Massa, seu rival na luta pelo titulo. Com isso, se tornou campeão mundial logo no 2º ano de Fórmula 1. Em 2009, a McLaren não tem um carro competitivo e Hamilton não está bem no campeonato. Seu ídolo é Ayrton Senna e ele namora uma das cantoras do grupo Pussycat Dolls. Uma frase sobre ele: “Muitas bobagens graças a sua inexperiência e afobação, muitas vitórias e um título mundial graças ao seu talento. Hamilton pode quebrar vários recordes na categoria”.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Friday Team Racing F1

Pela 5ª vez a Williams fecha na frente nos treinos livres de sexta. Vale lembrar que foram, até aqui 10 treinos. Em todas as oportunidades o alemão Nico Rosberg fechou na frente, mas Kazuki Nakajima não foi tão ruim assim. O japonês esteve logo uma posição atrás de seu companheiro em 3 oportunidades. Uma delas no segundo treino livre da manhã de hoje em Barcelona. Nakajima tem inclusive o recorde da pista – não em treinos de finais de semana de prova, nem em corridas – com 1:17 alto.

Isso mostra uma Williams super forte? Não. O carro número 16 de Rosberg avisou a todos com uma súbita pane seca – falta de combustível – no final do 2º treino, ou seja, carro leve. O piloto da casa Fernando Alonso da Renault foi em ordem de treinos o 17º e 3º. Alonso que deve usar “um pingo” de gasolina caso chegue no Q3, fazendo portanto a pole position. Caso Alonso seja o pole, se quebra uma escrita de 9 anos. A última vez que um pole não venceu na Espanha, foi em 2000, quando o então piloto da McLaren, o finlandês Mika Hakkinen venceu a prova saindo de 2º. Alonso pode vencer sim, mas as chances são mínimas.



Na Brawn, o inglês Jenson Button fez o melhor tempo do primeiro teste e o 6º no segundo. O brasileiro Rubens Barrichello foi o 4º na segunda etapa, mas apenas o 10º na primeira. Os novos pacotes aerodinâmicos de outras equipes não tiraram a superioridade da BGP. McLaren – com incríveis 14 modificações no ano –, Toyota, BMW e Ferrari chegaram diferentes. Inclusive o finlandês Kimi Raikkonen usa um chassi mais leve, que durante a corrida no domingo se apresentará ou não mais frágil que o habitual. Felipe Massa, o brasileiro da escuderia italiana, foi o 9º no T1 e o 15º no T2. Nelsinho Piquet, da Renault, foi 7º e 8º respectivamente no 1º e 2º treinos. O brasileiro, companheiro do piloto da casa, se mostrou rápido – esboçando sorrisos do pai Nelson Piquet –. Em dois momentos mais do que devia e acabou saindo da pista.


Em 3 anos juntos na antiga Honda, Barrichello largou sempre – na Espanha – à frente de seu parceiro. Entretanto, nas provas de 2006 e 2008 em que a Honda marcou pontos, quem ficou na frente foi Button. Em 2007 com um 10º lugar de Rubinho, o inglês acabou atrás. Se a conta for intercalada 2009 é ano do brasileiro chegar primeiro.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Kers ou não Kers, eis a questão

Está normal ouvir nos treinos da Fórmula 1 que devido a um piloto ser pesado, ele acaba não usando o KERS – sistema de recuperação de energia cinética –. O KERS utiliza a energia gasta nas freadas como compensação para o motor. Praticamente 80 cavalos a mais são usados quando o botão do KERS é acionado pelo piloto. Lembre-se, por volta se pode usar apenas 6 segundos de potencial adicional.

O equipamento pesa geralmente de 25 à 50 kg. Um carro de Fórmula 1, de acordo com as regras, deve ter o mínimo de 605 kg sem combustível. Claro que um carro pode passar de 605 kg, mas um Fórmula 1 mais pesado tende a ser superado pelos mais leves. Destes 605 kg, 500 kg são do carro. Por volta de 65 kg a 78 kg é a média do peso de um piloto. Soma-se, por exemplo 500 kg do carro com 60 do piloto e temos 560 kg.

Quando não existia o KERS, esses 45 kg restantes – referentes aos 560 kg (carro e piloto) que de acordo com as regras, devem ser no mínimo 605 kg, como peso total do Fórmula 1 – eram utilizados como “lastro”. Basicamente, lastro é o peso que as equipes podem utilizar para equilibrar o carro. Quanto mais lastro a equipe tiver de sobra, mais ela pode equilibrar o seu composto usando, portanto, mais chapas no carro.

O KERS é muito pesado – entre 25 kg e 50 kg –, devido a isso a BMW, no começo do ano, não colocou o equipamento no carro do polonês Robert Kubica, piloto mais pesado do circo. Já o alemão Nick Heidfeld, parceiro de Kubica, e mais leve, teve o equipamento. Com o adicionamento do KERS, o lastro diminuiu, e assim também a possibilidade de montar um carro mais equilibrado.

No começo é estranho entender, mas provavelmente a partir de 2010 o KERS já seja extinto, devido ao seu custo ser muito alto. As contas ficam, portanto, apenas até o final de 2009. Pena, para um equipamento tão transformador e inovador.

*A escolha do título vem da famosa frase: Ser ou não ser, eis a questão (no original, To be or not to be, that's the question) que vem da peça A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca, de William Shakespeare – meu chará –.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Nada se cria, tudo se transforma

Hoje é mais que moda ter um Messenger, é praticamente obrigação. Hora e outra a equipe de produção atualiza o programa, e você corre para baixar a nova versão. São sempre mudanças pequenas que lhe agradam ou não. Agora pense que de uma hora para outra, o Messenger que você tanto usa, muda drasticamente. Aparecem utilidades novas, as antigas desaparecem. Seria estranho no começo. E difícil até todos se adaptarem. Uns se sairiam melhor que outros.

É isso que sofre a Fórmula 1, nesta versão 0.9 (leia zero ponto nove). O carro está totalmente diferente dos anos anteriores. Ano em ano, as mudanças acontecem. Neste ano a mudança foi enorme. Tudo em favor do apaixonado por F1. Claro, que as mudanças aconteceram para que as – cada vez menores – ultrapassagens aumentem. Mas sim, pensando no divertimento dos fanáticos. Aos menos atentos aqui vão as principais mudanças do ano:

1) A asa traseira, esta mais alta e estreita.

2) Já a asa dianteira está mais comprida. No ano de 2008, cada ponta da asa chegava até a parte interna do pneu. Agora elas se estendem até o lado externo dos pneus.

3) Os pneus slicks voltam a ser usados. Eles não possuem sulcos (riscos no pneu ou rachaduras, como preferir) o que diminui o atrito com a pista e consequentemente traz mais velocidade.

4) Apêndices ou alegorias como as orelhas de dumbo (foto 1), os chifres (foto2), estão proibidos. A única restrição é a barbatana de tubarão, que ainda pode ser usada.

5) A regra para a troca de motores também mudou. Caso o motor quebre no treino classificatório, o piloto pode fazer a troca para a corrida, sem ser penalizado. Esta troca pode ocorrer 8 vezes, a partir da 9ª, o piloto passa a ser penalizado, perdendo posições no grid. Ou seja, 8 propulsores novos podem ser usados no ano.

6) A grande diferença para esse ano é a instalação do KERS. Aportuguesando, seria o sistema de recuperação de energia cinética. O KERS, visa aproveitar a energia que se acumula nos discos de freio, após cada freada. São necessárias aproximadamente 7 segundos de freadas (não precisa ser uma freada de 7 segundos, podem ser 7 freadas de 1 segundo por exemplo) para o KERS se acumular desta energia. Com o KERS abastecido, o piloto aciona um botão no volante, que transforma essa energia acumulada em 81,6 cavalos de potência, a mais para o motor. Esta potência adicional dura 6s67. A engrenagem que fica acoplada ao motor gira 64 mil vezes por minuto. Quebra à vista?

Espero que esteja mais fácil a visualização das mudanças para a versão 0.9 da Fórmula 1. E acabo tocando novamente no tema “surpresa”. Pois elas podem não parar nas mudanças, e sim no grid.

William Kayser para o 1º GP.