Na Brawn, o inglês Jenson Button fez o melhor tempo do primeiro teste e o 6º no segundo. O brasileiro Rubens Barrichello foi o 4º na segunda etapa, mas apenas o 10º na primeira. Os novos pacotes aerodinâmicos de outras equipes não tiraram a superioridade da BGP. McLaren – com incríveis 14 modificações no ano –, Toyota, BMW e Ferrari chegaram diferentes. Inclusive o finlandês Kimi Raikkonen usa um chassi mais leve, que durante a corrida no domingo se apresentará ou não mais frágil que o habitual. Felipe Massa, o brasileiro da escuderia italiana, foi o 9º no T1 e o 15º no T2. Nelsinho Piquet, da Renault, foi 7º e 8º respectivamente no 1º e 2º treinos. O brasileiro, companheiro do piloto da casa, se mostrou rápido – esboçando sorrisos do pai Nelson Piquet –. Em dois momentos mais do que devia e acabou saindo da pista.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
Friday Team Racing F1
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Kers ou não Kers, eis a questão
Está normal ouvir nos treinos da Fórmula 1 que devido a um piloto ser pesado, ele acaba não usando o KERS – sistema de recuperação de energia cinética –. O KERS utiliza a energia gasta nas freadas como compensação para o motor. Praticamente 80 cavalos a mais são usados quando o botão do KERS é acionado pelo piloto. Lembre-se, por volta se pode usar apenas 6 segundos de potencial adicional.O equipamento pesa geralmente de 25 à 50 kg. Um carro de Fórmula 1, de acordo com as regras, deve ter o mínimo de 605 kg sem combustível. Claro que um carro pode passar de 605 kg, mas um Fórmula 1 mais pesado tende a ser superado pelos mais leves. Destes 605 kg, 500 kg são do carro. Por volta de 65 kg a 78 kg é a média do peso de um piloto. Soma-se, por exemplo 500 kg do carro com 60 do piloto e temos 560 kg.
Quando não existia o KERS, esses 45 kg restantes – referentes aos 560 kg (carro e piloto) que de acordo com as regras, devem ser no mínimo 605 kg, como peso total do Fórmula 1 – eram utilizados como “lastro”. Basicamente, lastro é o peso que as equipes podem utilizar para equilibrar o carro. Quanto mais lastro a equipe tiver de sobra, mais ela pode equilibrar o seu composto usando, portanto, mais chapas no carro.
O KERS é muito pesado – entre 25 kg e 50 kg –, devido a isso a BMW, no começo do ano, não colocou o equipamento no carro do polonês Robert Kubica, piloto mais pesado do circo. Já o alemão Nick Heidfeld, parceiro de Kubica, e mais leve, teve o equipamento. Com o adicionamento do KERS, o lastro diminuiu, e assim também a possibilidade de montar um carro mais equilibrado.
No começo é estranho entender, mas provavelmente a partir de 2010 o KERS já seja extinto, devido ao seu custo ser muito alto. As contas ficam, portanto, apenas até o final de 2009. Pena, para um equipamento tão transformador e inovador.
*A escolha do título vem da famosa frase: Ser ou não ser, eis a questão (no original, To be or not to be, that's the question) que vem da peça A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca, de William Shakespeare – meu chará –.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
No deserto, chuva só de areia
Os leitores e amigos Lucas Camacho e Álvaro, entraram em um questionamento muito interessante no último texto feito por Bruno Gerhard. A Ferrari vem forte para o Bahrain? Quem são os favoritos? A RBR, mesmo sem o difusor de dois andares e o KERS tem chance novamente?
O GP de Sakhir será realizado pela 6ª vez na história da Fórmula 1 – adoro falar sobre GPs recentes, pois tenho vários números anotados em cadernos próprios –. A Ferrari venceu 3 provas, duas com o brasileiro Felipe Massa – as duas anteriores – e uma com o alemão hepta-campeão de F1, Michael Schumacher. A Renault venceu duas, ambas com o espanhol Fernando Alonso, em 2005 e 2006 (em 2006 o GP do deserto foi o de abertura do mundial). O finlandês Kimi Raikkonen, tem um ótimo retrospecto, com 4 pódios, são três terceiros lugares e um segundo, no ano passado – deixou de marcar em 2004, quando, sem tempo de classificação, largou na última posição do grid –.
A RBR, que fez dobradinha na última prova, vem embalada. Mas não é isso que a coloca como favorita à vitória. Mesmo sem difusor e KERS, a equipe venceu. Isso a primeira vista parece ser o que a coloca como a grande favorita ao mundial. Muita calma. Os carros da equipe inglesa, de dono austríaco, não estão levando ao pé da letra o slogan da bebida energética, que lhe dá nome. A pole de Sebastian Vettel, e o 3º lugar do australiano Mark Webber, não aconteceram com asas no carro. Mas sim, os praticamente 20 kg a menos de combustível que as Brawn. Com acerto para pista seca, a equipe do brasileiro Rubens Barrichello nada pode fazer. Inclusive ao final da prova, quando o asfalto já começava a ter um trilho sem água, Rubinho cravou a melhor volta da corrida.
No Bahrain, as Brawn continuam com um passo à frente. Acredito muito na Toyota. Principalmente no italiano Jarno Trulli, que só não pontuou em 2006 – ele tem um 2º lugar em 2005 – e é candidato forte a um lugar no pódio. O inglês Jenson Button tem retrospecto melhor que Rubinho. Um 3º lugar em 2004, pela extinta BAR – Barrichello ainda na Ferrari, foi 2º – e um 4º em 2006 dão ao líder do mundial o favoritismo para domingo às 9 da manhã, horário de Brasília. A Ferrari, com KERS, deve acabar com o jejum de pontos e não vão entrar para história, com a primeira vez sem pontuar nas 4 corridas iniciais. Os dois pilotos são bons “no deserto” e tem tudo para pontuar, já que a prova possui 4 grandes retas, o KERS deve dar trabalho. O “patinho feio bom de água” (título do meu último texto) corre por fora, junto com seu parceiro de RBR, Mark Webber. Inclusive, o australiano mal apelidado de “leão de treino” por Galvão Bueno, possui ótimo retrospecto, só não pontuou no circuito em 2007.
A chuva não deve cair, já que estamos falando do deserto. A Brawn tem tudo para aumentar sua vantagem. Agora é torcer para os pequenos probleminhas de Barrichello – difusor quebrado na 1ª etapa, 4 pit stops na Malásia e um disco de freio que não funcionou em boa parte do GP da China – caiam dessa vez no inglês.
Confira o mundial de pilotos e construtores:
1 Jenson Button British Brawn-Mercedes 21
2 Rubens Barrichello Brazilian Brawn-Mercedes 15
3 Sebastian Vettel German RBR-Renault 10
4 Timo Glock German Toyota 10
5 Mark Webber Australian RBR-Renault 9.5
6 Jarno Trulli Italian Toyota 8.5
7 Nick Heidfeld German BMW Sauber 4
8 Fernando Alonso Spanish Renault 4
9 Heikki Kovalainen Finnish McLaren-Mercedes 4
10 Lewis Hamilton British McLaren-Mercedes 4
11 Nico Rosberg German Williams-Toyota 3.5
12 Sebastien Buemi Swiss STR-Ferrari 3
13 Sebastien Bourdais French STR-Ferrari 1
Construtores:
1 Brawn-Mercedes 36
2 RBR-Renault 19.5
3 Toyota 18.5
4 McLaren-Mercedes 8
5 BMW Sauber 4
6 Renault 4
O GP de Sakhir será realizado pela 6ª vez na história da Fórmula 1 – adoro falar sobre GPs recentes, pois tenho vários números anotados em cadernos próprios –. A Ferrari venceu 3 provas, duas com o brasileiro Felipe Massa – as duas anteriores – e uma com o alemão hepta-campeão de F1, Michael Schumacher. A Renault venceu duas, ambas com o espanhol Fernando Alonso, em 2005 e 2006 (em 2006 o GP do deserto foi o de abertura do mundial). O finlandês Kimi Raikkonen, tem um ótimo retrospecto, com 4 pódios, são três terceiros lugares e um segundo, no ano passado – deixou de marcar em 2004, quando, sem tempo de classificação, largou na última posição do grid –.
A RBR, que fez dobradinha na última prova, vem embalada. Mas não é isso que a coloca como favorita à vitória. Mesmo sem difusor e KERS, a equipe venceu. Isso a primeira vista parece ser o que a coloca como a grande favorita ao mundial. Muita calma. Os carros da equipe inglesa, de dono austríaco, não estão levando ao pé da letra o slogan da bebida energética, que lhe dá nome. A pole de Sebastian Vettel, e o 3º lugar do australiano Mark Webber, não aconteceram com asas no carro. Mas sim, os praticamente 20 kg a menos de combustível que as Brawn. Com acerto para pista seca, a equipe do brasileiro Rubens Barrichello nada pode fazer. Inclusive ao final da prova, quando o asfalto já começava a ter um trilho sem água, Rubinho cravou a melhor volta da corrida.
No Bahrain, as Brawn continuam com um passo à frente. Acredito muito na Toyota. Principalmente no italiano Jarno Trulli, que só não pontuou em 2006 – ele tem um 2º lugar em 2005 – e é candidato forte a um lugar no pódio. O inglês Jenson Button tem retrospecto melhor que Rubinho. Um 3º lugar em 2004, pela extinta BAR – Barrichello ainda na Ferrari, foi 2º – e um 4º em 2006 dão ao líder do mundial o favoritismo para domingo às 9 da manhã, horário de Brasília. A Ferrari, com KERS, deve acabar com o jejum de pontos e não vão entrar para história, com a primeira vez sem pontuar nas 4 corridas iniciais. Os dois pilotos são bons “no deserto” e tem tudo para pontuar, já que a prova possui 4 grandes retas, o KERS deve dar trabalho. O “patinho feio bom de água” (título do meu último texto) corre por fora, junto com seu parceiro de RBR, Mark Webber. Inclusive, o australiano mal apelidado de “leão de treino” por Galvão Bueno, possui ótimo retrospecto, só não pontuou no circuito em 2007.
A chuva não deve cair, já que estamos falando do deserto. A Brawn tem tudo para aumentar sua vantagem. Agora é torcer para os pequenos probleminhas de Barrichello – difusor quebrado na 1ª etapa, 4 pit stops na Malásia e um disco de freio que não funcionou em boa parte do GP da China – caiam dessa vez no inglês.
Confira o mundial de pilotos e construtores:
1 Jenson Button British Brawn-Mercedes 21
2 Rubens Barrichello Brazilian Brawn-Mercedes 15
3 Sebastian Vettel German RBR-Renault 10
4 Timo Glock German Toyota 10
5 Mark Webber Australian RBR-Renault 9.5
6 Jarno Trulli Italian Toyota 8.5
7 Nick Heidfeld German BMW Sauber 4
8 Fernando Alonso Spanish Renault 4
9 Heikki Kovalainen Finnish McLaren-Mercedes 4
10 Lewis Hamilton British McLaren-Mercedes 4
11 Nico Rosberg German Williams-Toyota 3.5
12 Sebastien Buemi Swiss STR-Ferrari 3
13 Sebastien Bourdais French STR-Ferrari 1
Construtores:
1 Brawn-Mercedes 36
2 RBR-Renault 19.5
3 Toyota 18.5
4 McLaren-Mercedes 8
5 BMW Sauber 4
6 Renault 4
sexta-feira, 13 de março de 2009
Nada se cria, tudo se transforma
Hoje é mais que moda ter um Messenger, é praticamente obrigação. Hora e outra a equipe de produção atualiza o programa, e você corre para baixar a nova versão. São sempre mudanças pequenas que lhe agradam ou não. Agora pense que de uma hora para outra, o Messenger que você tanto usa, muda drasticamente. Aparecem utilidades novas, as antigas desaparecem. Seria estranho no começo. E difícil até todos se adaptarem. Uns se sairiam melhor que outros.
É isso que sofre a Fórmula 1, nesta versão 0.9 (leia zero ponto nove). O carro está totalmente diferente dos anos anteriores. Ano em ano, as mudanças acontecem. Neste ano a mudança foi enorme. Tudo em favor do apaixonado por F1. Claro, que as mudanças aconteceram para que as – cada vez menores – ultrapassagens aumentem. Mas sim, pensando no divertimento dos fanáticos. Aos menos atentos aqui vão as principais mudanças do ano:
1) A asa traseira, esta mais alta e estreita.
2) Já a asa dianteira está mais comprida. No ano de 2008, cada ponta da asa chegava até a parte interna do pneu. Agora elas se estendem até o lado externo dos pneus.
3) Os pneus slicks voltam a ser usados. Eles não possuem sulcos (riscos no pneu ou rachaduras, como preferir) o que diminui o atrito com a pista e consequentemente traz mais velocidade. 
6) A grande diferença para esse ano é a instalação do KERS. Aportuguesando, seria o sistema de recuperação de energia cinética. O KERS, visa aproveitar a energia que se acumula nos discos de freio, após cada freada. São necessárias aproximadamente 7 segundos de freadas (não precisa ser uma freada de 7 segundos, podem ser 7 freadas de 1 segundo por exemplo) para o KERS se acumular desta energia. Com o KERS abastecido, o piloto aciona um botão no volante, que transforma essa energia acumulada em 81,6 cavalos de potência, a mais para o motor. Esta potência adicional dura 6s67. A engrenagem que fica acoplada ao motor gira 64 mil vezes por minuto. Quebra à vista?
Espero que esteja mais fácil a visualização das mudanças para a versão 0.9 da Fórmula 1. E acabo tocando novamente no tema “surpresa”. Pois elas podem não parar nas mudanças, e sim no grid.
William Kayser para o 1º GP.
É isso que sofre a Fórmula 1, nesta versão 0.9 (leia zero ponto nove). O carro está totalmente diferente dos anos anteriores. Ano em ano, as mudanças acontecem. Neste ano a mudança foi enorme. Tudo em favor do apaixonado por F1. Claro, que as mudanças aconteceram para que as – cada vez menores – ultrapassagens aumentem. Mas sim, pensando no divertimento dos fanáticos. Aos menos atentos aqui vão as principais mudanças do ano:
1) A asa traseira, esta mais alta e estreita.
4) Apêndices ou alegorias como as orelhas de dumbo (foto 1), os chifres (foto2), estão proibidos. A única restrição é a barbatana de tubarão, que ainda pode ser usada.
5) A regra para a troca de motores também mudou. Caso o motor quebre no treino classificatório, o piloto pode fazer a troca para a corrida, sem ser penalizado. Esta troca pode ocorrer 8 vezes, a partir da 9ª, o piloto passa a ser penalizado, perdendo posições no grid. Ou seja, 8 propulsores novos podem ser usados no ano.
William Kayser para o 1º GP.
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