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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Previsão turca: Foto da largada de domingo

Na sua opinião, a foto a cima prevê o grid de largada para amanhã? Não, obviamente, pela presença da Lotus e da Williams na segunda fila. Porém, com Webber na pole – ele tem três em seis corridas – ao lado de Alonso, pode ser bem provável. Nos treinos de sexta, entretanto, eles não brilharam como as Mclarens. Hamilton dominou o primeiro treino. Button fez o melhor tempo do dia no segundo: 1:28:280.

O momento de testar fica por conta dos treinos livres. RBR e Force Índia aproveitaram para utilizar os novos dutos aerodinâmicos. Na equipe austríaca apenas Vettel usou o composto. Enquanto algumas equipes procuram novas soluções para melhorar o rendimento do carro, a Hispania segue de mal a pior. Sakon Yamamoto estreou como piloto reserva do time. Ele fez tempos piores que alguns carros da GP2.

A Ferrari comemora o GP de número 800. Mas precisa melhorar muito para ter com o que se alegrar neste final de semana. No tempos agregados, Alonso ficou atrás das duas RBRs e McLarens. Massa foi apenas o 10º. O brasileiro – que possui ótimo retrospecto na Turquia – ainda errou na curva 8. Perdeu o carro e quase bateu.

Barrichello testou bastante a Williams. Fez tempos mais lentos que o parceiro Hulkenberg, porém, utilizou diferentes opções para o carro. Bruno Senna, mais uma vez, andou na frente de Chandhok. Na Virgin, di Grassi, com o carro atualizado – igual ao de Glock –, foi 3 décimos mais rápido que o companheiro. O revés da sexta foi o acidente de Adrian Sutil, no final do treino 1. Webber também teve problemas na RBR, mas mecânicos.
Confira os melhores tempos do dia

1 - Jenson Button (McLaren) - 1m28s280 (50)
2 - Mark Webber (RBR) - 1m28s378 (50)
3 - Sebastian Vettel (RBR) - 1m28s590 (57)
4 - Lewis Hamilton (McLaren) - 1m28s653 (52)
5 - Fernando Alonso (Ferrari) - 1m28s725 (50)
6 - Nico Rosberg (Mercedes) - 1m28s914 (46)
7 - Michael Schumacher (Mercedes) - 1m28s974 (46)
8 - Robert Kubica (Renault) - 1m29s225 (57)
9 - Vitaly Petrov (Renault) - 1m29s501 (60)
10 - Felipe Massa (Ferrari) - 1m29s620 (47)
11 - Adrian Sutil (Force Índia) - 1m29s629 (33)
12 - Nico Hulkenberg (Williams) - 1m29s987 (40)
13 - Kamui Kobayashi (Sauber) - 1m29s987 (54)
14 - Pedro de la Rosa (Sauber) - 1m30s176 (51)
15 - Sebastien Buemi (STR) - 1m30s386 (55)
16 - Vitantonio Liuzzi (Force Índia) - 1m30s627 (49)
17 - Rubens Barrichello (Williams) - 1m30s766 (51)
18 - Jaime Alguersuari (STR) - 1m30s933 (64)
19 - Heikki Kovalainen (Lotus) - 1m31s610 (61)
20 - Jarno Trulli (Lotus) - 1m32s990 (33)
21 - Lucas di Grassi (Virgin) - 1m33s013 (49)
22 - Timo Glock (Virgin) - 1m33s312 (44)
23 - Bruno Senna (Hispania) - 1m33s420 (35)
24 - Karun Chandhok (Hispania) - 1m33s740 (38)
25 - Sakon Yamamoto (Hispania) - 1m36s137 (26)

sexta-feira, 19 de março de 2010

Nova Brawn? Que nada

Branca, sem patrocínio e com os primeiros tempos dos testes. Parecia muito com o desempenho da equipe inglesa, campeã de construtores no ano passado. Apenas lembrava, mas de longe chegou a ser a equipe estreante que fez dobradinha logo na primeira corrida de 2009. Juntos, Pedro de la Rosa e Kamui Kobayashi, somaram 39 voltas no Bahrein, 10 a menos que o total da corrida – 49.

Em entrevista para o autosport, Willy Rampf, diretor técnico da equipe suíça, explicou os problemas que tiraram Koba e de la Rosa da prova, com 11 e 28 voltas, respectivamente. “As falhas foram causadas por vazamentos hidráulicos em ambos os casos, mas por razões diferentes. Para os dois problemas, teremos soluções prontas para a próxima corrida”, afirmou o Rampf.

Inclusive, no treino classificatório, a equipe não teve um bom desempenho. Os carros ficaram no Q2. O japonês ficou com a 16ª posição. O espanhol de la Rosa foi o 14º. Nos 3 treinos livres do Bahrein, os suíços tiveram apenas uma vez entre os 10 primeiros colocados.

Teoricamente a Sauber era o carro que menos desgastava os pneus. Mas a preocupação do diretor técnico, não sugere isso. “Estou curioso sobre como os pneus estarão trabalhando [em Melbourne]. No ano passado, o mais suave dos dois compostos se degradava depois de apenas algumas voltas. Desta vez, a Bridgestone está nos proporcionando um composto mais duro.”
A Sauber, que poderia ser a surpresa do início da temporada, ficou longe disto. Para a prova da Austrália a equipe almeja um novo pacote para buscar melhores posições. Acredito que deveriam pensar em concluir a prova. Depois devem sonhar com posições melhores. Assim devem pensar o novatos.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Em cima, mas estacionado


Poderia ser melhor, mas poderia ser bem pior. Realmente a chance que Rubens Barrichello perdeu, de encostar literalmente na tabela, em Jenson Button, foi grande. Ele poderia, inclusive, ficar longe dos pontos. Mais uma vez o brasileiro deixou os giros do motor muito baixos e o carro entrou no ponto morto. Não é um erro, é um dispositivo que não deixa o F1 morrer.

Desde o início do ano falava que Barrichello precisava ter sangue frio e andar perto do inglês, já que o momento ruim de Button chegaria. Chegou e talvez os pontos que o brasileiro não fez na Turquia e Hungria podem fazer a diferença.

Nas últimas semana fiz um cálculo simples: Rubinho precisa tirar 3 pontos de Button em 5 provas e 4 em uma. O GP da Bélgica chegou e o brasileiro teve a chance de tirar até 10. Mas, infelizmente a conta aumentou e ele diminuiu apenas 2 pontos.

Restam 5 provas: Monza, as ruas de Cingapura, Japão, Interlagos e a incógnita Abu Dhabi. O brasileiro tem uma desvantagem de 16 pontos. A fase de Button é negra e Rubinho deve aproveitar as oportunidades. O brasileiro é favorito em duas dessas provas: Monza e Interlagos. A Brawn é favorita em Cingapura – Rubinho tentará ser superior a Button – no Japão a RBR pode se aproximar e em Abu Dhabi, tudo pode acontecer.

Na conta simples são 4 pontos em duas provas e 3 pontos em 3 corridas, a mais que Button. A chance existe. O Brasil torce pela oportunidade que cresce a cada prova. Que os giros do motor fiquem altos no momento da largada e que a fase do inglês continue tempestuosa.

Mundial de pilotos:
4 Mark Webber Australiano RBR-Renault 51.5
8 Jarno Trulli Italiano Toyota 22.5
9 Felipe Massa Brasileiro Ferrari 22
11 Timo Glock Alemão Toyota 16
12 Fernando Alonso Espanhol Renault 16
13 Nick Heidfeld Alemão BMW Sauber 10
14 Giancarlo Fisichella Italiano Force Índia 8
Mundial de construtores
2 RBR-Renault 104.5
3 Ferrari 56
5 Toyota 38.5
8 Renault 16

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Indecisão gera final esperado

“Todas as equipes filiadas à Fota apresentaram hoje (sexta-feira) suas inscrições para o Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA de 2010. A Fota confirma o compromisso a longo prazo de todos os seus membros de se envolverem com o Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA e decidiu por unanimidade em adotar novas e importantes ações para reduzir substancialmente os custos dos competidores do Campeonato ao longo dos próximos três anos, criando um mecanismo que permita preservar a concorrência tecnológica, o desafio desportivo e, ao mesmo tempo, facilitar a entrada de novas equipes na Fórmula 1....”, comunicado da Fota (Associação das Equipes de Fórmula 1), disponível na integra no site de esportes da globo (www.globo.com/esportes).

Tudo acabou como se imaginava. Todas as equipes que batiam o pé contra a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) estão confirmadas para o mundial de 2010 na Fórmula 1. Mas espere. Confirmados em termos. As inscrições foram entregues no prazo, mas só no dia 12 de junho o órgão maior da entidade automobilística vai anunciar as 13 equipes aceitas para o circo de 2010.

Uma das cláusulas contidas no comunicado da Fota diz que eles buscam a aceitação de todos os membros – todas as equipes deste ano, menos a Williams, suspensa (por ter enviado a inscrição antes de todos os membros) – para o ano de 2010 da F1. “2) As bases do regulamento de 2010 serão as mesmas do regulamento de 2009, alterado de acordo com as propostas enviadas à FIA pela Fota. A entrada de todas as equipas da Fota no Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA foram apresentados hoje no entendimento de que:
(a) Todas as equipes da Fota serão autorizados a participar da temporada 2010 da Fórmula 1, sob um único regulamento.
(b) e que todos os times integrantes da Fota serão aceitos.”

Complicado de entender. O mais interessante para os fãs da F1 é o seguinte: dia 12 de junho a FIA anuncia os participantes da temporada 2010. Brigam por 13 vagas todas as equipes deste ano (Mclaren, Ferrari, Renault, Williams, Brawn, Toyota, STR, RBR, BMW e Force Índia). Com elas 5 promissoras a integrantes: Prodrive – que tem como dono David Richards, ex-chefe da BAR –, Campos Meta 1 – o dono é Adrian Campos, ex-piloto de F1 –, USGPE – equipe norteamericana –, Lola – já esteve na categoria, mas saiu em 1997 – e Litespeed – equipe de Fórmula 3 inglesa –. Destes nomes é certo que dois caem fora da temporada do ano que vem, já que 26 carros é número máximo para o alinhamento no grid.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Eles decidem as provas

Nem sempre os pneus tem a importância que merecem, mas fazem a diferença em uma prova. Na Fórmula 1 existem 4 tipos de pneus. Os super macios, macios, normais e duros. A cada Grande Prêmio são usados 2 tipos. O mais macio usado na prova é o que leva uma pintura verde nas laterais.

Quanto mais macio é o pneu, mais aderência ele possui. Esse é o motivo que em muitas vezes os pneumáticos duros são quase 1s mais lentos, por volta, que o jogo mais frágil. A grande sacada está aí. Enquanto os duros são resistentes e duram mais, os macios tem grande desgaste, mas são mais velozes e trazem consigo os melhores tempos dos finais de semana. A temperatura é outro fator que influência muito no rendimento. É comum ver as primeiras voltas de um piloto com tempos altos – mesmo com a pista já emborrachada (que por sua vez tem mais aderência) –,e as seguintes, com os pneus mais aquecidos o tempo da volta cai muito.

Barrichello sofreu nas primeiras voltas de Mônaco com o famoso graining. O macarrãozinho que aparece nos pneus e atrapalha no rendimento. “Tive um problemão na primeira fase da corrida com o "Graining" e que isso possa me ter custado a vitória...”, disse o piloto brasileiro, vice líder do mundial, em seu site oficial (http://www.barrichello.com.br/).

Desde 2007 a Fórmula 1 sofre com apenas uma fornecedora de pneus. A Michellin saiu da categoria no ano citado. Hoje a Bridgestone tem monopolizado a categoria. Com certeza isso prejudica o desenvolvimento dos compostos, já que uma rivalidade entre duas fornecedoras faria com que ambas se mexessem para desenvolver mais os pneus.

imagens: formula1.com


sexta-feira, 13 de março de 2009

Nada se cria, tudo se transforma

Hoje é mais que moda ter um Messenger, é praticamente obrigação. Hora e outra a equipe de produção atualiza o programa, e você corre para baixar a nova versão. São sempre mudanças pequenas que lhe agradam ou não. Agora pense que de uma hora para outra, o Messenger que você tanto usa, muda drasticamente. Aparecem utilidades novas, as antigas desaparecem. Seria estranho no começo. E difícil até todos se adaptarem. Uns se sairiam melhor que outros.

É isso que sofre a Fórmula 1, nesta versão 0.9 (leia zero ponto nove). O carro está totalmente diferente dos anos anteriores. Ano em ano, as mudanças acontecem. Neste ano a mudança foi enorme. Tudo em favor do apaixonado por F1. Claro, que as mudanças aconteceram para que as – cada vez menores – ultrapassagens aumentem. Mas sim, pensando no divertimento dos fanáticos. Aos menos atentos aqui vão as principais mudanças do ano:

1) A asa traseira, esta mais alta e estreita.

2) Já a asa dianteira está mais comprida. No ano de 2008, cada ponta da asa chegava até a parte interna do pneu. Agora elas se estendem até o lado externo dos pneus.

3) Os pneus slicks voltam a ser usados. Eles não possuem sulcos (riscos no pneu ou rachaduras, como preferir) o que diminui o atrito com a pista e consequentemente traz mais velocidade.

4) Apêndices ou alegorias como as orelhas de dumbo (foto 1), os chifres (foto2), estão proibidos. A única restrição é a barbatana de tubarão, que ainda pode ser usada.

5) A regra para a troca de motores também mudou. Caso o motor quebre no treino classificatório, o piloto pode fazer a troca para a corrida, sem ser penalizado. Esta troca pode ocorrer 8 vezes, a partir da 9ª, o piloto passa a ser penalizado, perdendo posições no grid. Ou seja, 8 propulsores novos podem ser usados no ano.

6) A grande diferença para esse ano é a instalação do KERS. Aportuguesando, seria o sistema de recuperação de energia cinética. O KERS, visa aproveitar a energia que se acumula nos discos de freio, após cada freada. São necessárias aproximadamente 7 segundos de freadas (não precisa ser uma freada de 7 segundos, podem ser 7 freadas de 1 segundo por exemplo) para o KERS se acumular desta energia. Com o KERS abastecido, o piloto aciona um botão no volante, que transforma essa energia acumulada em 81,6 cavalos de potência, a mais para o motor. Esta potência adicional dura 6s67. A engrenagem que fica acoplada ao motor gira 64 mil vezes por minuto. Quebra à vista?

Espero que esteja mais fácil a visualização das mudanças para a versão 0.9 da Fórmula 1. E acabo tocando novamente no tema “surpresa”. Pois elas podem não parar nas mudanças, e sim no grid.

William Kayser para o 1º GP.