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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Copa do Mundo ou Fórmula 1?

Para muitos será difícil escolher entre a F1 e a Copa. Claro, de 4 em 4 anos, o evento do futebol é o mais importante com relação aos esportes. Mas o GP do Canadá é a corrida perfeita para segurar os fãs, pelo menos nas poucas horas entre treino e corrida. Mesmo assim, a sua dúvida vai acabar agora.

No horário de Brasília, a Fórmula 1 deve começar às 13h. Os horários da Copa, sempre com relação ao fuso brasileiro, são 8:30, 11:00 e 15:30. Isto mesmo, você poderá assistir Sérvia e Gana, às 11 de domingo, a corrida, a partir das 13h, e a estreia da Alemanha, às 15:30, contra a Austrália. Final de semana para lá de esportivo.

Além da magia da Copa, o GP do Canadá sempre reserva grandes surpresas. Com muitos acidentes e quebras a prova deve ser muito boa.Geralmente as provas acabam com poucos carros na pista e com equipes menores na zona de pontuação, como no caso da Super Aguri – lembra dela? – em 2007. Takuma Sato terminou a prova canadense no 6º lugar.

Os resultados finais sempre são diferentes e inesperados. Em 2007, por exemplo, a corrida reservou a primeira vitória de Lewis Hamilton. Ao lado do inglês, no pódio, Nick Heidfeld ficou no segundo lugar e Alexander Wurz, da Williams, completou o terceiro degrau – boa sorte para Barrichello.

Naquele mesmo ano, o acidente de Robert Kubica ficou marcado para muitos. O polonês, no ano seguinte, em 2008, se redimiu: venceu a prova, a primeira da carreira. Uma dobradinha fantástica da BMW, com Heidfeld em 2º. David Coulthard, pela então visitante rara de pódios, a RBR, terminou no 3º lugar.
Surpresas aguardam ao fã confesso da F1. Para aqueles que gostam de assistir só a largada, é a boa chance de conferir a prova do início ao fim. Basta emendar com a Copa e assistir uma corrida sempre caótica, que ainda deverá ter um ótimo gostinho: de acordo com a previsão, a chuva pode cair.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Quadro: Minha PROVA

O 1º GP lança mais uma novidade: a interatividade. Agora é o momento de VOCÊ participar. Envie-nos um texto e conte qual foi a corrida de F1 que marcou sua vida. Envie para williamkayser@yahoo.com.br e tenha o seu texto publicado aqui. A equipe 1º GP ficará a espera da sua participação. Mostre aos amigos, familiares e colegas o dia que a F1 esteve mais do que presente em sua vida. Participe!

Felipe Botion, estudante, Maringá-PR, tema: "A primeira vitória de Barrichello"

Era manhã de 30 de julho de 2000. A corrida era na Alemanha, no belíssimo circuito de Hockenheim, mais conhecido como Floresta Negra.

Esse dia não foi especial somente para mim. Foi especial também para milhões de brasileiros que esperaram pouco mais de sete anos para ver a bandeira verde e amarela tremulando no alto do pódio da F1. Foi sensacional rever um brasileiro no lugar mais sonhado da F1.

Quando se encerraram os treinos no sábado, pensei comigo mesmo que o GP de domingo seria mais um como todos os outros. Vitória de Schumacher ou Mika Hakkinen. Rubinho era apenas o 18º no grid de largada. O motivo dele ter ido tão mal assim, não me recordo. E também nem vale a pena, né? O final que é importante lembrar. Um final feliz.

Acordei no domingo, às 9h da matina, meio desanimado para ver a corrida. Estava meio friozinho na quente Maringá-PR. Para sair da cama em um domingo de manhã e ainda por cima um friozinho tentador e chamativo, é somente por uma boa causa.

Ritual de sempre, ir na geladeira, encher um copo com leite com “toddy”, deixar por um tempo no microondas e depois ir para a sala ver a corrida.

Vamos à corrida. Logo na largada Schumacher e Fisichela se tocam, ambos ficaram de fora da prova. Ainda bem. E Rubinho, diferente de seu companheiro de equipe, largou muito bem. Logo na quinta volta, o brasileiro já ocupava a quinta colocação na prova. Mais algumas voltas para frente e o velho Rubens já ocupava o terceiro lugar.

Um fato que ajudou o Rubinho na corrida foi que um bêbado entrou na pista, deixando esse GP ainda mais conturbado. Rubinho tem sorte quando uns malucos entram na pista, vide o GP da Inglaterra em 2003.

Curada a ressaca do senhor bêbado, outro fato, bastante corriqueiro na F1, aconteceu: chuva. Praticamente todos os pilotos foram para os boxes trocar de pneus. Rubinho, não. Ele ficou firme e forte, mas logo atrás vinha o finlandês Hakkinen, tirando quase dois segundos por volta.

Não sei como que o Rubinho conseguiu segurar sua Ferrari naquela chuva. Só sei que eu estava sentado no sofá de casa torcendo, e muito, para aparecer logo no vídeo a famosa bandeirinha quadriculada. Hakkinen e Coulthard vinham atrás. Qualquer vacilo de Rubinho e pronto, fim de corrida.

Confesso que escrevendo esse texto, vi o vídeo dessa vitória umas sete vezes no Youtube. Até o tão contestado Galvão Bueno mandou bem nesse dia. A narração dele deu um toque a mais na sensacional vitória de Rubinho.

Como foi bom ver o Schumacher fora. Como foi bom aquele bêbado ter invadido a pista. Como foi bom ter começado a chover. Como foi bom levantar cedo para ver essa corrida. Como foi bom ver um brasileiro vencer uma corrida após sete anos de angustia e espera. Como foi bom ver logo a bandeirinha quadriculada, Hakkinen vinha logo atrás. Como foi bom ver o Rubinho cruzar a reta. E, finalmente, como foi engraçado ver o Rubinho no pódio sendo carregado por Hakkinen e Coulthard.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Stop and Go: Proibição dos dutos de ar

A FOTA, Associação das Equipes de Fórmula 1, fez uma reunião no domingo pela manhã, na Espanha. O assunto em pauta seria os dutos de ar. Em consenso, as equipes resolveram banir o elemento para a próxima temporada. A equipe McLaren tentou reaver isso, mostrando as qualidades da invenção que tiveram, mporém, não conseguiu mudar o pensamento dos participantes.

"É uma peça inteligente de engenharia e tiro o chapéu para os caras que inventaram isso. Mas, quando você vê motoristas dirigindo com as pontas dos dedos e não as mãos, há um problema de segurança”, opinou Christian Horner, chefe da equipe RBR, – sósia do Burti – para a Revista Autosport.

Criado pela McLaren, o duto de ar é uma passagem que, supostamente, circularia o ar no cockpit dos pilotos. Entretanto, quando a saída de ar é tapada com a mão ou a perna do piloto, todo o ar é direcionado para a asa traseira. Assim, ela “para de funcionar na reta”, deixando os carros mais rápidos, com menos pressão aerodinâmica.

domingo, 9 de maio de 2010

O retorno do Superman

Enfim, de ponta a ponta. Sem perder a posição até mesmo nas paradas, Mark Webber, foi intocável na Espanha. Enquanto concorrentes diretos tiveram problemas, o australiano, sósia do homem mais forte do universo, venceu com um pé nas costas. Se a corrida tivesse a mesma duração da GP2, com 25 voltas, mas com o mesmo final da F1, seria emocionante.

Sem chuva, o telespectador foi obrigado a acompanhar a luta incessante entre Nico Rosberg e o chara Nico Hulkenberg, pela 15ª posição. Enquanto isso, Webber, andava tranquilo e sereno na frente. Após uma largada diferente da Malásia, quando o australiano deu o lado de dentro da curva para Vettel, desta vez, ele foi esperto e não deu chances para o alemão.

Michael Schumacher e Jenson Button também duelaram na pista. O inglês teve problemas no pit e foi ultrapassado pelo alemão. Tentou deixar Schumacher para trás de diversas maneiras, na briga pelo 5º lugar. No final, Button conseguiu o lugar almejado, mas graças ao pneu de Lewis Hamilton, que estourou na última volta. Já o heptacampeão, foi o 4º, enquanto o parceiri, Rosberg, ficou na parte final do grid, depois de problemas para trocar o pneu dianteiro direito no box.

A maioria dos pilotos fez apenas uma parada, como era previsto. Vettel, não. O alemão, com problema nos freios, fez uma segunda parada para trocar um pneu, que supostamente estava furado. Mesmo assim os problemas no carro persistiram e ele foi obrigado a tirar o pé no final da prova. Enquanto isso, Alonso, o “sortudo” do dia, pulou de 4º para 2º, com o problema de Vettel e a batida de Hamilton.

Os brasileiros fizeram uma corrida de recuperação. Felipe Massa largou em 9º. Teve um spoiller quebrado ao tocar no carro de Karun Chandhok. Ao tentar passar o retardatário em uma curva, Massa errou e teve que frear forte para não bater. Mais tarde, outro carro teve problemas para passar o indiano da Hispania. Jaime Alguersuari, em casa, tirou a asa dianteira do Chandhok e foi penalizado. Barrichello, com uma ótima largada, deu um bom salto e no final da prova foi o 9º.

A prova pode não ter sido emocionante. Entretanto, com o resultado, a tabela de pilotos fica ainda mais embolada. Button segue líder com 70 pontos, apenas 3 a mais que Alonso, o 2º. Vettel é o 3º com 60, seguido pelo vencedor do dia, Webber, com 53. No mundial de construtores poucos pontos separam as equipes. A McLaren tem 119, a Ferrari 116 e a poderosa RBR chega aos 113 pontos. Quinta-feira tem mais, com os treinos livres de Mônaco.

1º Mark Webber – RBR 1:35:44.101
2º Fernando Alonso – Ferrari +24
3º Sebastian Vettel – RBR +51.3
4º Michael Schumacher – Mercedes +62.1
5º Jenson Button – McLaren +63.7
6º Felipe Massa – Ferrari +65.7
7º Adrian Sutil – Force Índia +72.9
8º Robert Kubica – Renault +73.6
9º Rubens Barrichello – Williams + 1 VOLTA
10º Jaime Alguersuari – STR +1 VOLTA
19º Lucas di Grassi – Virgin + 4 VOLTAS

Esperto, Webber não deu chances nem na largada

Em casa, de la Rosa teve problemas nas primeiras voltas

Com o toque, a equipe quase chamou Massa para o pit lane

No final, mais um domínio da equipe austríaca

sábado, 8 de maio de 2010

Pneus novos para 2011

A Fórmula 1 está em uma semana decisiva. Não falo isso pelo início da temporada europeia, mas pela troca de pneus para o próximo ano. A Bridgestone termina o contrato com a principal categoria do automobilismo no fim de 2010. Apesar da mudança, será um ou outro. Pirelli, Michelin e Avon Cooper são as candidatas. Mas o duelo de fornecedores não irá ocorrer. Apenas uma das empresas estará na F1.

A grande diferença que Pirelli e Michelin aguardam, seria a mudança da largura dos pneus. As fornecedoras sonham com um tamanho de 18 polegadas para trabalharem. Segundo Ross Brawn, em entrevista para o autosport, a mudança não seria tão fácil. “Um pneu de 18 polegadas se comporta de forma diferente e você precisa desenvolver os sistemas de suspensão e outras coisas”, comentou o chefe da Mercedes.

Um dos analistas da F1, no canal Sportv, conta que a Avon Cooper já afirmou que não tem mais interesse em fornecer os pneus para a próxima temporada da F1. Caso a informação seja verdadeira, Pirelli e Michelin fariam, portanto, um duelo particular para 2011.

A vantagem para a competitividade aconteceria caso houvesse um duelo de pneus, como antes de 2006, quando Alonso conquistou o bi-campeonato. A cada prova, Michelin e Bridgestone se alternavam com relação a aderência melhor em determinadas pistas e climas diferentes. Isso forçaria as fornecedoras a buscar, sempre, a perfeição. O que não ocorre quando não se tem concorrência. Como nos últimos anos.

Domínio avassalador

A RBR segue 100% este ano, pelo menos quando levamos em conta o treino classificatório. São 5 poles em 5 sábados. Incrível. Nenhum carro parece estar próximo dos austríacos com relação a voltas lançadas. Desta vez, Mark Webber vai largar na ponta do grid, como na Malásia. Apenas duas vezes, no fiinal de semana, o tempo de uma volta caiu de 1min20. O australiano cravou 1:19.995 e marcou o melhor tempo. Vettel é o 2º, logo a frente de Lewis Hamilton.

O treino não teve bons ares para o Brasil. Rubens Barrichello esteve em um dia não tão bom e ainda foi atrapalhado por Bruno Senna. O brasileiro da Hispania acabou retardando a volta de Rubinho, que ficou de fora do treino logo do Q1. Motivado antes do treino, Barrichello ficou muito triste com o resultado.

Felipe Massa, 9º no grid, também saiu do treino insatisfeito com a posição que alcançou. “Tive muitos problemas na classificação para achar o nível certo de aderência. Já tinha percebido que não seria um fim de semana fácil”, comentou Massa, em texto retirado do site de esportes da Globo.

A polemica do treino foi a saída de box perigosa de Fernando Alonso. Ele quase acertou Nico Rosberg. O alemão, entretanto, freou forte para evitar a colisão. Logo depois, pelo rádio, criticou a atitude do espanhol. Alonso não terá punição em pista, mas a Ferrari terá que pagar “míseros” $20,000 para a FIA.

Apesar do piloto da casa não ser advertido, vários carros receberam punição. Os dois carros da Virgin, que enviaram o relatório dos carros que usariam na classificação, com atraso para a FIA, perderam 5 posições – o oficio deve ser entregue duas horas antes do treino. Karun. Por fim, Vitaly Petrov, que bateu no treino livre da manhã e fez um estrago enorme na Renault, perdeu 5 lugares, pois foi obrigado a trocar o câmbio.

Amanhã, a partir das 9h, as 66 voltas do GP da Espanha devem ser emocionantes. A chuva voltou a aparecer nas previsões do tempo para o horário da prova. Seria mais uma corrida com clima conturbado. Apenas o final de semana no Bahrein ficou sem chuva. Também, se chovesse até deserto, o clima para F1 estaria mesmo de cabeça para baixo. Isso se já não está.

Confira o grid de largada:

1º Mark Webber (AUS) RBR – 1:19.995
2º Sebastian Vettel (ALE) RBR – 1:20.101
3º Lewis Hamilton (ING) McLaren – 1:20.829
4º Fernando Alonso (ESP) Ferrari – 1:20.937
5º Jenson Button (ING) McLaren – 1:20.991
6º Michael Schumacher (ALE) Mercedes – 1:21.294
7º Robert Kubica (POL) Renault – 1:21.353
8º Nico Rosberg (ALE) Mercedes – 1:21.408
9º Felipe Massa (BRA) Ferrari – 1:21.585
10º Kamui Kobayashi (JAP) Sauber – 1:21.984


11º Adrian Sutil (ALE) Force Índia – 1:21.985
12º Pedro de la Rosa (ESP) Sauber – 1:22.026
13º Nico Hulkenberg (ALE) Williams – 1:22.131
14º Sebastian Buemi (SUI) STR – 1:22.191
15º Jaime Alguersuari (ESP) STR – 1:22.207
16º Vitantonio Liuzzi (ITA) Force Índia – 1:22.854
17º Rubens Barrichello (BRA) Williams – 1:23.125

18º Jarno Trulli (ITA) Lotus – 1:24.674
19º Vitaly Petrov (RUS) Renault – 1:22.139
20º Heikki Kovalainen (FIN) Lotus – 1:24.748
21º Karun Chandhok (IND) Hispania – 1:26.750
22º Bruno Senna (BRA) Hispania – 1:27.122
23º Timo Glock (ALE) Virgin – 1:25.475
24º Lucas di Grassi (BRA) Virgin – 1:25.556





sexta-feira, 7 de maio de 2010

Primeiro GP na TV - Prévia do GP da Espanha 2010

Novidades “made in Europa”

Para muito críticos a Fórmula 1 começa na Europa. A partir da 5ª etapa do mundial. Claro que não é bem assim, mas o jogo de pacotes aerodinâmicos começa mesmo no velho continente. Como as fábricas são, em sua maioria, europeias, os times tem a chance de apresentarem as mudanças logo na Espanha. São as soluções para os defeitos dos modelos 2010. Também a chance de adaptarem os carros as novas invenções, como o duto de ar da McLaren.

A Mercedes é a equipe que promete a maior mudança com relação ao duto de ar. Será instalado em um local diferente do “primogênito” da McLaren. A Ferrari é outra equipe que deve apresentar a peça. O time italiano deve usar o duto na tampa do motor. Entretanto, não fosse o famoso Eyjafjallajokull, – conhece? –, mais times apresentariam novas tecnologias.
Em virtude da fumaça expelida pelo vulcão islandês, muitas equipes tiveram dificuldades no transporte, nas últimas semanas. Apesar do tempo distante entre a última corrida e o próximo GP, muitas equipes não farão mudanças nos dois carros, como no caso da Virgin. Apenas Timo Glock terá atualizações. Lucas di Grassi vai esperar mais um pouco.

No caso da Williams, Rubens Barrichello não reclamou muito sobre os transtornos das últimas semanas. De acordo com o brasileiro, a equipe inglesa conseguiu, com algum trabalho, se deslocar e fazer as mudanças necessárias no carro. Sempre muito competitivo em Montmelo, Barrichello é um nome que pode andar rápido neste final de semana. Não no nível dos grandes, mas pode surpreender.

Uma mudança não técnica, mas que pode ser vista assim por alguns, será a estreia de Christian Klien no carro da Hispania. O austríaco deve andar na sexta-feira. Em cada treino ele assume a vaga de Chandhok ou Senna. Hoje na Hispania, Klien já guiou a poderosa RBR.

sábado, 17 de abril de 2010

Prévia da Super Pole

O terceiro treino (TL3) de sexta-feira, aliás, como a novela das 21h, que sempre começa mais tarde, o TL3 é na verdade no sábado. Mesmo dia da classificação e também estabelece algumas dicas para a pole position. Nos dois primeiros treinos os carros de motores Mercedes, foram bem. A RBR ficou de lado na história. Porém, hoje, com o treino de qualificação mais próximo, o time resolveu brilhar.

Com um acerto aerodinâmico quase que perfeito, a RBR parece ter o melhor carro do mundial. Em uma pista como a de Xangai, que alterna curvas de baixa, alta e grandes retas, o acerto do carro fica praticamente indecifrável. Porém, neste circuito, a McLaren vem sendo colocada como favorita. O carro pode ter uma maior ângulo de asa traseira, deixado o carro estável nas curvas, e usa o duto de vento nas retas, para tirar a pressão da mesma asa traseira.

Os carros só usaram os pneus macios no final do treino. Após um acidente de Vitaly Petrov, da Renault, quando o TL3 ficou paralisado por alguns minutos, as equipes entraram para menos de 10 minutos emocionantes. Mark Webber, com 1:35.323, bateu o tempo de Hamilton, que persistiu por grande parte do treino. O inglês voltou para a pista, mas não conseguiu retomar a liderança.

A Ferrari, que trabalhou longos trechos de voltas nos primeiros treinos livres, está pensando somente na prova. A equipe italiana não deve ser veloz na China. Eles não acharam o acerto ideal do carro. Nos primeiros treinos usaram pouca pressão aerodinâmica, foram rápidos nas retas. No TL3 a equipe aumentou a carga aerodinâmica. Não foi tão rápida na reta, mas foi mais regular na parte mista do circuito.

Com relação aos favoritos, Webber só não foi o mais rápido no primeiro trecho. Nos outros dois ele liderou. Mesmo não tendo um motor – Renault – que fale alto na reta, a RBR foi veloz na terceira parte da pista chinesa. Porém, o australiano foi só o 10º na tabela de máxima velocidade. Apesar do domínio da RBR nas poles de 2010, acho que a McLaren escondeu o jogo no TL3 e deve cravar a pole position logo mais.

Confira os principais tempos do TL3:

1º Mark Webber – RBR – 1:35.323
2º Lewis Hamilton – McLaren – 1:35.564
3º Sebastian Vettel – RBR – 1:35.691
4º Jenson Button – McLaren – 1:35.747
5º Fernando Alonso – Ferrari – 1:35.857
6º Nico Rosberg – Mercedes – 1:35.913
7º Michael Schumacher – Mercedes – 1:36.262
8º Robert Kubica – Renault – 1:36.343
9º Felipe Massa – Ferrari – 1:36.416
10º Kamui Kobayashi – Sauber – 1:36.634
16º Rubens Barrichello – Williams – 1:37.585
21º Lucas di Grassi – Virgin – 1:39.749
23º Bruno Senna – Hispania – 1:40.316

quarta-feira, 24 de março de 2010

Jovem, mas com histórias para contar

São 25 anos de GP da Austrália, 15 deles disputados nas ruas de Melbourne, no circuito improvisado de Albert Park. Fatos curiosos, brigas, cacetadas, erros, acertos, ultrapassagens e até uma morte marcaram as inúmeras corridas por lá realizadas. O maior vencedor é Michael Schumacher. Quando o assunto é pole position, Ayrton Senna domina, com 6, todas em Adelaide, antiga casa do evento.

Em 1996, Melbourne começou a abrigar a etapa australiana da Fórmula 1. Em apenas duas ocasiões a temporada não se iniciou no circuito. Em 2006, quando o calendário começou no Bahrein, com vitória de Fernando Alonso – ele foi o campeão daquele ano –, pela Renault, e este ano, quando o mesmo Alonso venceu, novamente no Bahrein.


Na abertura do campeonato de 96, o novato Jacques Villeneuve quase fez “barba, cabelo e bigode”. Marcou a primeira pole e a melhor volta da prova. Só não venceu, pois teve problemas no carro. Acabou em segundo, atrás do companheiro de Williams, Damon Hill. Primeiro pódio do futuro campeão de 1997. A Austrália também colocou nos degraus do pódio, pela primeira vez, mais dois campeões mundiais: Kimi Raikkonen em 2002 e Lewis Hamilton em 2007.

Albert Park está acostumado a ver acidentes. Não é de hoje que os problemas acontecem. Desde a abertura, quando Martin Brundle capotou gravimente, até a batida de Sebastian Vettel e Robert Kubica, nas últimas voltas de 2009, a pista – que possui vários pontos de ultrapassagem – tem muitas batidas.



Os mais marcantes acidentes rodearam Ralf Schumacher. Em 2001, Villeneuve acertou a traseira do alemão. O canadense decolou e uma das rodas atingiu um fiscal de pista, ferindo-o fatalmente. No ano seguinte quem voou foi Ralf. Após a largada, o piloto da Williams bateu em Rubinho, o então pole-position.



Caso poucos pilotos terminem a prova de 2010, não se surpreenda, na Austrália isso é mais do que normal. Nos últimos anos foi assim. O mais marcante em 2008, quando 7 carros terminaram a prova, mas para aumentar o número, um deles, Barrichello, foi eliminado da prova. Surpresas imensas aguardam os fãs da F1.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Nova Brawn? Que nada

Branca, sem patrocínio e com os primeiros tempos dos testes. Parecia muito com o desempenho da equipe inglesa, campeã de construtores no ano passado. Apenas lembrava, mas de longe chegou a ser a equipe estreante que fez dobradinha logo na primeira corrida de 2009. Juntos, Pedro de la Rosa e Kamui Kobayashi, somaram 39 voltas no Bahrein, 10 a menos que o total da corrida – 49.

Em entrevista para o autosport, Willy Rampf, diretor técnico da equipe suíça, explicou os problemas que tiraram Koba e de la Rosa da prova, com 11 e 28 voltas, respectivamente. “As falhas foram causadas por vazamentos hidráulicos em ambos os casos, mas por razões diferentes. Para os dois problemas, teremos soluções prontas para a próxima corrida”, afirmou o Rampf.

Inclusive, no treino classificatório, a equipe não teve um bom desempenho. Os carros ficaram no Q2. O japonês ficou com a 16ª posição. O espanhol de la Rosa foi o 14º. Nos 3 treinos livres do Bahrein, os suíços tiveram apenas uma vez entre os 10 primeiros colocados.

Teoricamente a Sauber era o carro que menos desgastava os pneus. Mas a preocupação do diretor técnico, não sugere isso. “Estou curioso sobre como os pneus estarão trabalhando [em Melbourne]. No ano passado, o mais suave dos dois compostos se degradava depois de apenas algumas voltas. Desta vez, a Bridgestone está nos proporcionando um composto mais duro.”
A Sauber, que poderia ser a surpresa do início da temporada, ficou longe disto. Para a prova da Austrália a equipe almeja um novo pacote para buscar melhores posições. Acredito que deveriam pensar em concluir a prova. Depois devem sonhar com posições melhores. Assim devem pensar o novatos.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Motor sob suspeitas

Com 3 anos de ausência da Fórmula 1, o motor Cosworth voltou para a categoria da F1. Apesar disso, retornou mais contestado do que nunca. Em 2006 a fabricante cedeu os propulsores para a Williams e STR. Este ano são 4 times que usam os motores ingleses: Lótus, Hispania, Virgin e, mais uma vez, a Williams.

Nos últimos anos a fabricante foi sinônimo de última posição. Arrows e Minardi são exemplos de equipes do fundo do pelotão que usavam Cosworth. O retorno da equipe foi marcado por problemas na Virgin e na HRT, mas o primeiro ponto do ano veio, com a Williams de Rubens Barrichello. Para a fabricante, foi uma boa reestréia.


"Do ponto de vista do desempenho do motor, eu acho que nós podemos estar muito satisfeitos com o desempenho do CA2010 no Bahrein. Ambos os pilotos da Williams terminaram a corrida. Rubens marcou um ponto com o décimo lugar. Eu também tenho conversado com vários dos pilotos que nos deram pontos positivo e construtivos sobre o desempenho do CA2010", disse Mark Gallagher, diretor geral da companhia F1 Business.


Gallagher gostou do desempenho do motor. Encontrou pontos positivos na Lótus, que quase terminou a prova com os dois carros – Jarno Trulli teve problemas hidráulicos e abandonou na última volta do Bahrein. Já pelo lado da Virgin, o diretor ressaltou o final de semana como um todo, elogiando a classificação do sábado da equipe e não ressaltou os problemas do domingo.


Bruno Senna abandonou a corrida com problemas no motor. A situação da HRT, de acordo com o diretor, foi diferente. “O abandono de Bruno Senna foi causado por uma instalação de água do radiador quebrado, o que significava que ele perdeu toda a água de seu carro”, explicou Gallagher. As atualizações do motor acabaram, já que a temporada 2010 começou e todos os motores ficam congelados ao longo do ano.

domingo, 14 de março de 2010

Um dia de atraso

O favoritismo da Ferrari só se confirmou na corrida. Fernando Alonso venceu a primeira do ano. Graças a um ótimo desempenho de Sebastian Vettel – não fosse o mau rendimento do motor, nas últimas voltas, venceria a prova –, os pilotos da equipe italiana ficaram ofuscados. Mas o problema da primeira curva, quando o propulsor da RBR teve problemas com Mark Webber, apareceu no fim da prova impedindo que Vettel conquistasse a vitória.

Fernando Alonso voltou a vencer depois de mais de um ano, quando conquistou a vitória do Japão, pela Renault, em 2008. Felipe Massa voltou ao pódio, logo na reestreia na F1 e a Ferrari mais uma vez fez a dobradinha, que não vinha desde junho, no GP da França de 2008. Lewis Hamilton se aproveitou do problema com Vettel e chegou no pódio.

A corrida não foi das melhores, mas as táticas foram finalmente observadas. Grande parte dos pilotos fez apenas 1 pit. Apenas Alguersuari e Hulkenberg fizeram dois, mas por problemas de pista. A diferença de voltas que o pneu duro aguentou mais que o mole, foi pouca. Os pilotos que fizeram a primeira perna da prova mais longa, como Barrichello e Liuzzi, não tiveram grande vantagem com relação aos ponteiros.

As estratégias devem melhorar muito. Ninguém chegou a arriscar uma parada a mais, usando um jogo de pneus moles e novos de vantagem. O tempo perdido em um pid adicional, seria compensado na pista. O piloto que usou o box mais rápido, foi Vettel, com uma perca total de 22.260 segundos.


Sem táticas ousadas ou problemas gritantes de pneus, a prova foi, em certo ponto, monótona, mas tem tudo para melhorar, já que as equipes tinham esta primeira prova como uma incógnita. Dos 10 pilotos que pontuaram, além dos 8 carros mais fortes – Ferrari, McLaren, RBR e Mercedes – Liuzzi e Barrichello marcaram os primeiros pontos nas posições 9 e 10 respectivamente.

Alonso começa na frente de Massa. Mas um campeão não vive apenas de vitórias, e sim de regularidade. Quando o espanhol vencer, o brasileiro precisa estar o mais próximo dele. Ao longo do dia você terá mais comentários sobre o 1º GP da temportada.

1º Fernando Alonso (ESP) Ferrari 1:39:20.396
2º Felipe Massa (BRA) Ferrari +16.0
3º Lewis Hamilton (ING) McLaren +23.1
4º Sebastian Vettel (ALE) RBR +38.7
5º Nico Rosberg (ALE) Mercedes +40.2
6º Michael Schumacher (ALE) Mercedes +44.1
7º Jenson Button (ING) McLaren +45.2
8º Mark Webber (AUS) RBR +46.3
9º Vitantonio Liuzzi (ITA) Force India +53.0
10º Rubens Barrichello (BRA) Williams +62.4
Em 2006, Alonso também venceu a primeira do ano: Foi campeão. Ele é o 5º estreante da Ferrari a vencer o 1ºGP pelo time

Bruno Senna teve problemas no motor. Di Grassi também abandonou

Barrichello demorou para parar. Chegou a ser 5º

O engenheiro de Massa apontou um problema. Nada grave