segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Atuação para ficar vermelho de vergonha


Todos imaginavam que o italiano Luca Badoer não faria uma grande corrida em Valência. Mas poucos acreditavam que a atuação do piloto, que não atuava em corridas há 10 anos, seria tão pífia. O piloto tocou em outros carros na largada, rodou sozinho algumas vezes, perdeu o traçado da pista, foi ultrapassado na saída do pit lane – onde o espaço era mínimo –, enfim, uma apresentação de que a Ferrari não é digna.

O coro da equipe de Maranello mudou. Antes do GP da Europa, eles anunciaram que o italiano pilotaria até a volta do brasileiro Felipe Massa. O discurso já mudou. “Primeiramente, foi importante que ele tenha terminado a corrida. Foi difícil, sabe. Precisamos ficar calmos. Ele tem potencial. Além do fato de ele não correr em muito tempo, ainda tem a pressão psicológica. Vamos discutir (se ele continua), mas acho que é importante manter o Luca porque ele joga pelo time e isso é valorizado na Ferrari”, foi a argumentação de Stefano Domenicali, diretor da Ferrari, em texto do site globo esporte.


Com uma melhor volta de 1:40.590, o italiano só foi superior que as STR. A atuação de Bado, já mexeu com alguns pilotos. Anthony Davidson, terceiro piloto da Brawn e ex-piloto titular da Super Aguri, disse que pessoalmente vai se oferecer para guiar o carro vermelho número 3.

Mark Gene, o espanhol que também é piloto de testes da equipe Ferrari, deu seu “cutucão”. “É difícil imaginar que você não vai correr em um GP dentro de casa depois de vencer as 24h de Lê Mans e ter completado mais de 10 mil quilômetros com a Ferrari e a Peugeot. O que decidirem para a Bélgica vou respeitar e aceitar. Estou preparado e eles sabem disso”, diz o piloto, em texto exposto no mesmo site já citado.

A próxima prova é na Bélgica, em Spa-Francorchamps. A famosa curva dos sonhos, Eau Rouge, estará presente. E Badoer? Dê seu palpite.

Um comentário: